sábado, 19 de setembro de 2009
A história da música cristã - um breve panorama
A primeira menção específica da música na Bíblia é em Gn 4.21, com Jubal, o pai dos que tocam flautas. Durante toda a história da humanidade a música esteve presente e, quase sempre, ligada a religião. Tanto a música vocal como a instrumental (o selá podia ser um interlúdio instrumental) sempre fizeram parte da história de Israel. A Bíblia é recheada de cânticos, principalmente no Antigo Testamento. No Novo Testamento, apesar de ser menos freqüente, a música segue fazendo parte da história do povo de Deus. Veja em Mt 26.30; 1Co 14.26; Ef 5.18-19; Cl 3.16; Tg 5.13; At 16.25; Hb 2.12; Rm 15.9; 1Co 14.15.
Nem o Senhor Jesus, nem os apóstolos jamais condenaram a música nos cultos, ao contrário, eles apoiavam. No entanto, durante a história da Igreja, a música quase chegou a desaparecer nos períodos de culto. Vamos acompanhar, resumidamente, os períodos musicais da Igreja.
1) Período patrístico
Os primeiros cristão tinham o costume de cantar em suas reuniões e são freqüentes os relatos de que cantavam enquanto eram martirizados. No entanto, no 3 século começaram as controvérsias. A primeira discussão a respeito do uso dos salmos de Davi e de hinos compostos por outras pessoas. Dizia-se que somente os salmos eram inspirados pelo Espírito Santo, mas outros criam que Deus continuava inspirando os cristãos. Essa polêmica durou muitos séculos, até 1600 d.C. No mesmo século começou-se a questionar o uso de instrumentos e de vozes ensaiadas. Em um concílio (Laodicéia) ficou decidido que os salmos compostos por pessoas comuns não seriam cantados na Igreja e que ninguém deveria cantar na Igreja a não ser os cantores designados. A coisa foi ficando pior quando o bispo Gregório rejeitou o cântico
congregacional acreditando que os leigos não deveriam participar do cântico por ser uma função clerical (canto gregoriano). Um novo concílio (Braga) em 563 d.C proibiu todos os cânticos, exceto os salmos de Davi.
2) Período medieval
Esse período foi conhecido como a “Idade das Trevas”. Os instrumentos musicais foram banidos da Igreja. A Igreja Católica Romana desaprovou o desenvolvimento da música. Paralelamente, fora da Igreja, o século XVI revelou um importante desenvolvimento dos instrumentos musicais e dos ritmos, das harmonias e das melodias. O único canto considerado era o gregoriano, visto como modelo de música sagrada.
3) Período da reforma
Lutero foi um dos principais personagens na reforma da música na Igreja. Ele incentivou o estudo da música e a composição de hinos (“Castelo forte” é dele) e ainda instituiu o músico assalariado na Igreja. Já Calvino, incentivava o cântico congregacional mas desaprovava os hinos compostos por pessoas comuns e o uso de instrumentos e divisão de vozes. Em alguma igrejas da Inglaterra o cântico foi banido, mas os cristãos se reuniam depois dos cultos para cantar. Somente 300 anos depois, em 1866, alguns ramos da igreja presbiteriana começou a permitir o uso do órgão.
4) Período pós-reforma
Nesse período outros instrumentos começaram a entrar no cenário cristão, principalmente com os morávios, que introduziram violinos e instrumentos de sopro. Os irmãos Wesley também cooperaram nessa reforma, escrevendo mais de 6000 cânticos. No entanto, o uso dos instrumentos ainda causava muita polêmica, principalmente entre os batistas e presbiterianos.
5) Período moderno
Em 1879, o Exército da Salvação, fundado por William Booth, começou algo completamente diferente de tudo. Suas reuniões tinham palmas, pandeiros, tambores, metais e gritos de “aleluia”. Esse estilo favoreceu a criação de bandas e, posteriormente, reforçou o movimento pentecostal.
Conclusão
De tempos em tempos discute-se se determinado instrumento ou ritmo musical deve ser usado na Igreja. Seguimos atrasados em lançar tendências. Elvis Presley cantava e pregava na Igreja. É considerado por muitos o pai do rock. Precisou sair da Igreja para influenciar com sua música. Quanto tempo demorou para que cantemos rock nas Igrejas? Ainda tem lugar que não aceita, dizendo que é do diabo. Se Elvis é o pai do rock, podemos dizer que o rock nasceu na Igreja. Não é verdade? Hoje em dia já usamos todos os instrumentos e quase todos os ritmos musicais na Igreja, mas quando será que vamos lançar uma tendência?
Bibliografia:
Bíblia
Os Segredos do Tabernáculo de Davi - Conner, Kevin J.
Wikipedia
terça-feira, 9 de junho de 2009
Quero compor canções
Características de um compositor:
Você quer ser um compositor? Tenha momentos com Deus. Todo compositor tem que ser, acima de tudo, um adorador. Ele tem que passar momentos de intimidade com o Senhor, no seu quarto, no seu cantinho, na sua tenda. É nesse cantinho que a maioria dos cânticos surge, através de um cântico espontâneo ou não.
Um compositor tem que estar atento a voz de Deus. Muitas palavras que recebemos podem virar canções. Temos que guardar essas palavras e frases. O restante virá durante a sua caminhada.
Um compositor de músicas que serão cantadas pela igreja tem que ter talento. No entanto, suas composições não precisam ser cantadas por um grupo de pessoas. Você pode canta-las para o Senhor em sua intimidade.
Um compositor tem que ter sede de Deus, estar atento ao mover do Seu Espírito e caminhar junto com a Igreja no seu tempo. Assim suas músicas serão atuais e contextualizadas.
Um compositor tem que buscar inspiração nas Escrituras. Tem que ter sede de conhecimento, querer entender mais e mais sobre o caráter do Senhor para poder mostra-lo ao mundo através de suas canções.
Um compositor tem que buscar a santidade.
Dicas:
a) Ande sempre com papel, caneta e se puder um gravador de bolso.
b) Fique atento às pequenas frases e palavras. Guarde-as. Elas poderão se transformar em uma canção.
c) Geralmente, os cânticos são gerados em momentos de canções espontâneas.
d) Não existe uma ordem para se compor. Tanto você pode fazer a letra como a harmonia primeiro. É pessoal.
e) Não tente ser uma fábrica de músicas. Preserve o seu talento e cante somente o que você está escutando dos céus.
f) Aprenda um instrumento musical de base (violão, piano). Isso facilita muito.
sábado, 18 de abril de 2009
A importância dos cânticos nas reuniões
O que eu gostaria mesmo de ressaltar nesse estudo é a relação entre a música e a adoração, e os benefícios do período de cânticos nq reunião. Primeiramente, é importante lembrar que MÚSICA NÃO É ADORAÇÃO. Isso tem se tornado muito comum nos dias de hoje. “Vamos adorar ao Senhor”. Então, montam-se os instrumentos musicais e começa-se a cantar. Glória a Deus por isso, mas não é isso que define uma pessoa como um adorador. Um amigo certa vez escreveu em um de seus textos: “Não sei porque cismam em dizer que adoração é música”. Adoração é sim um momento, mas o que qualifica esse momento é a forma com que se vive. Onde você está firmado?.
Há outras maneiras de EXPRESSAR A ADORAÇÃO além da música. No entanto, ela tem todos os requisitos para ser classificada como a mais propícia para essa finalidade. Abaixo, seguem alguns pontos que destacam a importância da música no meio da igreja.
1 – A música exerce influência sobre o homem (corpo, alma e espírito).
2 – A música não é adoração propriamente dita, mas sim uma “expressão de adoração”.
3 – Deus é misericordioso e nos deu uma ferramenta perfeita para expressar a adoração - vide ponto 1.
4 – Durante os cânticos, Deus nos revela sua palavra, nos ensina, nos constrange e nos leva ao arrependimento. Com isso, nosso caráter vai sendo moldado a semelhança do de Jesus.
5 – Durante a música nos sentimos a vontade para liberar a unção que há em nós. O Espírito Santo – o mesmo que estava sobre Jesus e foi transferido a nós – é manifestado nesse momento de liberação, formando um ambiente de muita unção. Isso acontece quando nós nos voltamos ao Senhor e liberamos o Espírito Santo que habita em nós. Isso também toca o ponto da unidade – UM EM ESPÍRITO.
6 – De glória em glória somos transformados. Períodos de cânticos podem proporcionar momentos de glória.
7 – Se cantarmos da maneira correta, estamos orando, falando com Deus. Temos que tomar cuidado para não cantarmos mentiras e afirmarmos uma vida que não vivemos.
8 – Durante esse período exercitamos a nossa fé. Cantamos para quem? Para que? É necessário pular? Gritar? FÉ!
9 – Somos muito edificados nesses momentos. E Deus? O que Ele recebe? Ele recebe corações arrependidos, cheios de fé e dispostos a obedecer e servi-Lo.
Colossenses 3:16 – “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração”.
Deixo vocês com essa palavra de Paulo. Note que “espirituais” nesse caso vem do grego pneumatikos, que qualifica o termo cântico como sendo ensinado ou dirigido pelo Espírito Santo. Portanto, não somos nós que geramos algo no meio das pessoas durante as músicas, mas sim o Espírito Santo. Eu creio no sobrenatural de Deus, mas o sobrenatural quem gera é Ele. O que posso fazer para que Ele construa esse ambiente, é oferecer meu coração e minha vida. Agora, Temos que tomar cuidado para não “mistificar” demais as coisas e depois acabarmos frustrados com os resultados. Lembrem-se: QUEM GERA OS RESULTADOS É O ESPÍRITO SANTO. Tire esse peso de cima de você e cante para ele com simplicidade e total liberdade, sem ficar ansioso pelos resultados. Que sejamos sempre edificados nos períodos de cânticos em nossas reuniões e busquemos sempre o equilíbrio e a verdade em Cristo Jesus.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Os Filhos de Zadoque
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
As Bem-Aventuranças - Parte 1
Vale observar que Jesus começa seu ensino tratando e mostrando o padrão para se viver nesse Reino, que é o oposto do padrão do mundo. "Bem-aventurado", na língua original traz um significado de caminhar, marchando, prosseguindo, etc. Ou seja, Jesus indica um caminho de mudança de mente e comportamento. Aquele que segue esse padrão está caminhando.
É muito interessante verificar as diferenças em cada bem-aventurança e as consequências da obediência às recomendações de Jesus. Para isso, vamos tentar traduzir cada uma delas.
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;"
O mundo ensina a termos auto-estima, espírito elevado, auto-suficiência e Jesus vem e fala: "Seja impotente". Somente aquele que se submete ao controle do Espírito Santo, entra (ou opera) no Reino dos Céus.
"Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;"
O mundo fala que você tem que ser forte e orgulhoso. Jesus vem e fala: "Chore". Parece óbvio, mas você nunca será consolado se não chorar. É isso que Jesus está querendo dizer.
"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;"
A palavra manso aqui pode ser traduzida para bondoso, gentil ou amável. Enquanto o mundo ensina a buscarmos os nossos objetivos a qualquer custo, Jesus diz que somente uma pessoa com as características acima tem capacidade para administrar e cuidar da terra.
"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;"
O mundo ensina a vivermos a nossa vida e esqueçermos de todo o resto, buscando uma justiça própria. Essa busca nunca trará satisfação. Jesus mostra que só seremos saciados se tivermos fome e sede de justiça. Ou seja, Jeus incentiva: "Tenha fome, deseje a justiça de Deus".
continua ...
domingo, 19 de outubro de 2008
Chamados para Adorar
Nós, homens, fomos criados para o louvor do Senhor e fomos chamados para adora-Lo em espírito e em verdade.
Nós somos espíritos, temos uma alma e habitamos em um corpo. Na ordem divina, o espírito governa a alma e o corpo, mas por causa do pecado tudo se inverteu. Adão andava com o Senhor. Tudo era seguro, não havia medo, não havia insegurança. O Senhor dava tudo para ele. Não faltava nada. Ele era eterno. Quando o pecado entrou em sua vida, o que aconteceu? Medo, insegurança, vergonha, morte. Adão perdeu a visão espiritual. Agora ele enxergava o mundo segundo os seus próprios olhos, formando paradigmas em sua mente.
A única coisa que nos faz vencer o mundo é declarar Jesus como o Senhor de nossas vidas e vivermos isso. Assim, somos salvos. Agora como encarar esse processo no dia-a-dia? É simples. Adorando. Por que adorando? Porque esse é o nosso chamado. Quando você adora em espírito, você É O QUE FOI CHAMADO PARA SER. E nesse momento passamos a compartilhar da visão divina de todas as coisas.
O que são os problemas? Não são nada. Tudo que há nesse mundo é nada, é temporário. Você quer saber qual é a única coisa eterna?
"Seca-se a erva, e murcha a flor; mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente". - Isaías 40:8 8
A Palavra de Deus é a única coisa que subsiste eternamente. Aquilo que sai da boca do meu Deus é a verdade.
A adoração é como um avião. Quanto mais você adora, mais você sobe e menores ficam as coisas desse mundo. As montanhas viram montículos e os arranha-céus viram brinquedinhos. Assim também é com os nossos problemas. Adore o Senhor.
Muitos falam de adoração como um estilo de vida. Para mim, essa é uma forma "fast-food" de viver o Cristianismo. Se falamos para um judeu: "Vamos adorar?". Ele vai entender isso como um momento. Adorar é uma ação. Com isso, quero te incentivar a passar momentos com Ele. Prostre-se diante dele, pois esse é o significado da palavra adorar.
"A ADORAÇÃO TEM O PODER SOBRENATURAL DE CORRIGIR OS PROBLEMAS DE NOSSA VISÃO ESPIRITUAL E FAZER TUDO ENTRAR EM FOCO DIVINO" - Tommy Tenney.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Manifestações Externas
Se Jesus aparecesse em nossos dias e quisesse curar enfermos utilizando essa metodologia, o que pensariam dele? Não seria mais simples falar somente: "Sê curado"? Para que fazer essa nojeira toda? Que palhaçada esse lance de tocar na língua..."
Certamente, hoje em dia, os métodos de Jesus seriam rejeitados por muitos "fiéis".
Agora, por que ele fez tudo aquilo? Eu aprendi uma coisa muito interessante há algum tempo.
OS SINAIS EXTERNOS SERVIRAM PARA DESPERTAR E AFIRMAR A FÉ DO SURDO.
Desde 1992 iniciou-se um mover de Deus que se popularizou com o nome de "A UNÇÃO". Por que a queda, o riso, o choque, o formigamento???
PARA DESPERTAR E AFIRMAR A NOSSA FÉ.
Esses sinais são gerados pelo Espírito Santo e existem por causa da nossa incredulidade, funcionando como combustível para a nossa fé.
Deus age através dos homens, mas ele necessita de nossa fé para isso. Ele quer assim. Ele é onipotente, mas é coerente. Por causa do livre arbítrio por Ele dado, Deus se autolimita para que o homem coopere com ele. Não que Ele não possa fazer de outro jeito. É claro que ele pode, mas não é assim que geralmente ocorre.
Por exemplo, em Marcos 6, Jesus queria realizar milagres mas não o fez. "E não podia fazer ali nenhum milagre, a não ser curar alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. E admirou-se da incredulidade deles. Em seguida percorria as aldeias circunvizinhas, ensinando."
Eles não tinham fé. Isso tudo funciona como a eletricidade. Ela necessita de dois pólos para que haja a corrente: um negativo e um positivo. Assim também é com o Senhor. Um dos pólos é A VONTADE DELE, o outro é A NOSSA FÉ.
Por isso, temos que buscar a vontade Dele ao orar. Não podemos declarar coisas que vão contra a sua vontade, mesmo que pareçam ser benéficas. Em situações como essas, podemos suplicar a Deus para que Ele opere.
Essa UNÇÃO, que falamos anteriormente, é um derramamento do Espírito Santo em nosso interior com o propósito de conduzir-nos à santidade, uma vida vitoriosa, gozo, a um testemunho mais comprometido e efetivo. Trata-se de um verdadeiro enchimento do Espírito.
Com a unção, vem os sinais (cair, rir, tremer, etc. ) e já vimos para que eles servem. No entanto, são apenas sinais. O Pr. Carlos Mraida usa um exemplo interessante para isso e vou contextualiza-lo para nosso meio.
Eu tenho um carro e estou indo para Cabo Frio. Eu gosto muito de ir a Cabo Frio. Durante a estrada eu vejo uma placa: CABO FRIO 100 KM. Imediatamente eu desço do carro e saio correndo em direção à placa, abraçando-a ardentemente. "Eu amo Cabo Frio! Eu adoro Cabo Frio!". E por ali fico.... Agora, eu estou em Cabo Frio? Não. Fiquei preso a um sinal.
UM SINAL INDICA PARA ALGO MAIOR E MAIS IMPORTANTE.
Não podemos ficar presos aos sinais do Espírito Santo. Eles indicam o caminho. Eles nos levam para algo muito maior. O PRÓPRIO DEUS. O mesmo se aplica a salvação em Cristo Jesus, que não tem um fim em si própria, mas nos liga novamente ao Pai. Enfim, mais grave ainda é recusar os sinais do Senhor. E pior é afirmar que são do Diabo. Carlos Mraida segue dizendo: "Na minha cidade há uma lei que diz: DESTRUIR SINAIS É DELITO". E é mesmo.
Que possamos entender os sinais de Deus e segui-los. Eles servem para aumentar a nossa fé e para indicar o caminho.
UM SINAL INDICA O CAMINHO.
